Parágrafo sobre análise do texto de Douglas Rushkoff "Os ultra-ricos preparam um mundo pós-humano"
Depois de ler “Os ultra-ricos preparam um mundo pós-humano” de Douglas Rushkoff e fazer a discussão em grupo, fiz algumas reflexões. A parcela da população com imenso poder aquisitivo, diante de um futuro “Evento”, como um desastre global, segue uma lógica muito individualista de buscar refúgio e uma forma de escapar ao invés de priorizar tentar evitá-lo agora, o que reverteria o seu poder monetário em benéfices para várias pessoas, de forma mais humanitária e comunitária. A tecnologia tem papel fundamental nesse processo e, pela lógica individualista dessas pessoas, ela não serve para beneficiar toda a sociedade ou “resolver os problemas do mundo”, como acreditava-se no seu surgimento, mas para elitizar e segregar. Isso se contrapõe a ideia de tecnologia como elemento de grande potencial para proporcionar uma união, uma rede. A tecnologia também tem para essas pessoas o propósito de superar as “fraquezas humanas” como vulnerabilidades, aproximando-as muito do universo dos robôs, quando na verdade essas “fraquezas” são essenciais. Esse grupo de ultra-ricos é muito influente e enxerga o problema e suas consequências, mas não busca nenhuma solução para ele, quase como se esse fosse inevitável a todo custo. E os que tentam buscar soluções, como o exemplo citado da tentativa de produzir celulares sem trabalho escravo, acabam encontrando um ciclo, um sistema enraizado e desistem por considerar impossível sair dele. Relacionando com o tema do grupo que é habitação, foi discutido muito o exemplo dos condomínios fechados e de condomínios em prédios, que, por disporem de variados serviços e de uma ideia de segurança, promovem uma isolação e segregação de seus habitantes.
Comentários
Postar um comentário